Documentário traz de volta a saudosa TV Manchete - Confira o Teaser

sábado, 24 de outubro de 2009

Telomerase Zen

Meu primeiro contato com Elizabeth Blackburn foi em 2007, em Paris. Havia convidado-a para participar de um congresso sobre elementos transponíveis do genoma (transposons), que acabou resultando num interessante livro sobre a diversidade neuronal (“Retrotransposition, Diversity and the Brain”, Fondation IPSEN, 2008 – vendido pela Amazon).

Blackburn recebeu o prêmio Nobel de Medicina, junto com Carol Greider e Jack Szostak, pela descoberta da telomerase. Desde então, muito tem se falado sobre a telomerase, envelhecimento e câncer. Infelizmente, pouco ou nada se comenta sobre o controle mental desse processo, que é justamente a atual linha de pesquisa do grupo de Blackburn.

A conexão entre telomerase e retrotransposons não é tão obvia assim para a maioria dos leitores, então vale uma breve explicação sobre o tema. Telômeros são capuzes que ficam nas pontas dos cromossomos, protegendo as pontas do genoma. A manutenção dos telômeros é feita por uma série de proteínas celulares que incluem a telomerase. Essa enzima tem a função de reproduzir o DNA que é perdido dos telômeros cada vez que a célula se divide. Assim, a célula consegue evitar o encurtamento do comprimento dos telômeros.

A perda progressiva dos telômeros leva à senescência celular das células em divisão. Dessa forma, a telomerase, com sua função altamente especializada de transcrição reversa, é essencial para a estabilidade genômica e progressiva divisão celular.

Retrotransposons são elementos móveis do genoma, altamente ativos no sistema nervoso. Multiplicam-se por meio da transcrição reversa. Esse mecanismo de transcrição reversa é bem semelhante ao da telomerase, o que sugere uma relação de parentesco evolutivo entre esses dois mecanismos. No entanto, neurônios não se dividem, e portanto não precisariam de telomerases. Segundo Balckburn, neurônios humanos têm sim atividade de telomerase (EB, comunicação pessoal).

Outra observação importante é a correlação da telomerase com o crescimento de tumores. Células cancerígenas perdem a capacidade de controlar a divisão celular e passam a se dividir indefinidamente. Por essa razão, mesmo cientistas fazem a incorreta associação entre câncer e elevada atividade da telomerase. Já foi demonstrado que células cancerígenas continuam dividindo mesmo na ausência da telomerase (Li e colegas, JBC 2005; Lundblasd e Blackburn Cell 1993).

Talvez por isso mesmo, diversas terapias contra câncer baseadas no ataque às telomerases não deram certo até hoje. Aliás, essas terapias podem até ser prejudiciais. Telômeros curtos em células saudáveis aumentam as chances de rearranjos cromossômicos, que podem tornar o câncer ainda mais agressivo.

Essas duas evidências discutidas acima – que neurônios possuem alguma atividade telomérica e que células cancerígenas estão pouco se importando com a telomerase – sugerem que as telomerases possam ter outra função na célula além da proteção dos telômeros. Diversas observações sugerem que as telomerases estariam envolvidas na regulação da senescencia celular de forma independente da divisão celular.

A evidência mais forte entre telômeros curtos e envelhecimento veio de estudos de uma síndrome rara, chamada disqueratosis congênita, causada justamente por mutações na telomerase. Pacientes morrem de falha eventual do sistema hematopoiético, suportando a ideia de que o envelhecimento precoce das células do sangue é uma das causas da mortalidade.

Porém talvez mais interessantes sejam os últimos trabalhos de Elizabeth Blackburn, que correlacionam o tamanho dos telômeros com estresse crônico e depressão. Mas qual seria o mecanismo para explicar o envelhecimento celular por processos psicológicos?

Para tentar descobrir isso, o grupo de Balckburn tem usado da meditação budista como ferramenta para modular o estresse e prevenir o processo de envelhecimento. Vale lembrar que a meditação terapêutica no ocidente está dissociada de influências ritualísticas associadas à prática do budismo. Atualmente, técnicas de meditação são usadas como forma de buscar uma consciência mental focada em um determinado momento. Os efeitos positivos no controle de diversas funções fisiológicas, como respiração e pressão sanguínea, são amplamente documentados.

O estresse cognitivo é indiscutivelmente importante para a sobrevivência do indivíduo, mas se estiver baseado em percepções e dimensões distorcidas da realidade, pode produzir um ambiente não muito favorável à longevidade celular. Impressões distorcidas da realidade incluem falsas projeções e expectativas ou crenças baseadas no medo. Os trabalhos têm acumulado evidências de que o bloqueio desse tipo de pensamento negativo altera a expressão da telomerase sanguínea e evita o encurtamento dos telômeros, o que é simplesmente fascinante.

Os trabalhos de Blackburn estão caminhando num sentido bem diferente da biologia molecular tradicional. Seus estudos estão apontando para o cérebro como o grande responsável pelo envelhecimento, tendo a telomerase como intermediária do processo no nível celular. Ainda são obscuros os fatores envolvidos nessa conexão, mas os vilões mais prováveis são hormônios e danos oxidativos.

O campo ainda é novo e altamente especulativo, além de ter uma série de “buracos” em sua lógica. A justa vinda de um prêmio Nobel para uma pesquisadora que não tem medo de ousar deve trazer novo fôlego e mentes abertas para essa área. Vamos acabar descobrindo que o envelhecemos não com o corpo, mas com a mente

Audi A1 terá versão flex no Brasil

Hatch chega no final de 2010 como o modelo de entrada da marca
 Divulgação
Audi A1 Metro Project, protótipo da versão definitiva

Segundo executivos da Audi, o A1 deve chegar ao Brasil dentro de um ano e contará com versão equipada com motor bicombustível, não logo na sua estreia, mas num segundo momento. Pelo menos em outros mercados, o carro não virá apenas em versão hatch, mas também nos modelos conversível e perua com tração integral.

"Vamos começar com a versão de três portas com diversas variantes do motor", afirmou o diretor mundial de Marketing e Vendas da Audi, Peter Schwarzenbauer para a Car Magazine do Reino Unido. Como o A1 será um rival direto para o Mini, que agora testa um modelo elétrico (Mini E), é provável que fontes alternativas de energia também sejam uma opção. E como o Mini já tem todos os tipos de variações, incluindo SUVs, cupês de dois lugares e roadsters chegando, espera-se que a A1 siga o exemplo do rival.

A Audi deu pistas de como será o A1 com o carro-conceito Metroproject. A montadora tem grandes expectativas para o A1, pois acredita que ele contribuirá com os planos da Audi para ultrapassar até 2015 o posto da BMW de maior fabricante do mundo no segmento premium.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Obrigado por fumar

Num filme com muitas sátiras ao jeito "certinho de ser" dos americanos, Nick Naylor é um lobista da industria do cigarro, ele tem que defendê-la a todo custo pois é assim que ele garante sua sobrevivência, mas Nick também tem um conflito interno que é educar seu filho ao mesmo tempo em que trabalha em prol das empresas de tabaco que matam milhões por ano de câncer no mundo inteiro.

Obrigado por fumar é um filme inteligente que saiu da linha dos politicamente corretos hollywoodianos, e fez com que o maniqueísmo voltasse às telas de cinema no mundo inteiro. Divorciado e odiado pela maioria das pessoas, Nick Naylor como defesa de sua proteção aos cigarros e como tentativa de limpar sua consciência diz ao filho que até mesmo um assassino merece uma defesa já que isso está garantido pela constituição norte-americana - o que não deixa de ser verdade.

No filme também tem muitos personagens engraçados que esteriopatizam o jeito de viver nos Estados Unidos, tem o chefão, o cara que queria ser o chefão, os amigos de Naylor que fazem defesa a indústrias das armas e do álcool, além da jornalista charmosa que vai pra cama com o personagem de sua matéria só para obter informações confidenciais. Outro ponto que pode ser destacado como curioso é que durante o filme ninguém sequer aparece fumando um cigarro.

O filme também nos faz refletir sobre diversos assuntos, como a real culpa das empresas em relação aos fins de seus produtos, o poder da propaganda, no filme uma simples aparição de um cigarro no cinema custa milhões de dólares, nos faz responder perguntas como: todo mundo tem um preço? já que até um dos maiores críticos dos malefícios do cigarro consegue ser corrompido.

Mas a grande mensagem do filme é que tudo se consegue através de um bom argumento, pois como Nick diz: "o importante não é convencer de que estou certo e sim de que meu adversário está errado"

Amor engorda? Veja dicas de nutricionista

Editora Globo
Aposte em programas a dois que não estejam relacionados com comida


PERGUNTA - Namorar engorda? Estou num relacionamento há dois anos e engordei 8 quilos. Esse sobrepeso me incomoda demais, pois sempre fui magra. Será que foi o meu estilo de vida que mudou? Luciene Fernanda Silva, de São Paulo
MF - Não. Namorar não engorda! O que acontece é que, quando estamos mais felizes, nosso apetite pode aumentar. Temos mais prazer, saímos mais e às vezes, sem perceber, o peso aumenta.
O ideal é continuar comendo de tudo, mas você pode começar a prestar mais atenção nas quantidades, na variedade do que está ingerindo e propor programas diferentes ao seu namorado, nem sempre relacionados a comida.
A prática de atividade física regular pode ajudar você a retomar seu peso e ao mesmo tempo que diminuir as quantidades.

Shutterstock
Banana com granola é uma boa opção para os lanches entre as refeições

PERGUNTA - Não estou nada satisfeita com meu peso e quero engordar 5 quilos. Tenho 1,64 m e 49 kg. Como devo proceder? Aline Silva, do Acre
MF - Existe uma coisa chamada biotipo, que é o tipo físico da pessoa, considerando suas características genéticas. Elas determinam altura, estrutura óssea, cabelos e, entre outras, as características de peso. Portanto, se o seu biotipo for mais magro, não podemos mudá-lo.
Por outro lado, quando falamos de alimentação, às vezes esquecemos de alguns conceitos básicos que ajudam a manter um peso saudável: fazer uma refeição a cada 3 horas a partir do horário em que acorda; comer todos os tipos de alimentos: carboidratos, proteínas, lipídios e vitaminas e minerais; variar a cada dia as preparações.
Algumas dicas de lanches mais substanciosos para você: açaí com granola, banana com aveia e mel, vitamina de frutas com linhaça – podem ajudar a “completar” os intervalos.

Shutterstock
Crianças devem consumir diferentes tipos de iogurte e derivados lácteos

PERGUNTA – Tenho uma filha de quase dois anos e, todos dias, lhe dou um ou dois potes de Danoninho. Isso pode ser prejudicial? Carolina Freitas, do Rio de Janeiro
MF - O petit Suisse (Danoninho) não é prejudicial à saúde. O que sugiro é que seja consumido apenas uma vez ao dia. É importante oferecer às crianças variedades diferentes de iogurtes e sabores. Dessa forma, ela não vai se habituar a apenas a um tipo de alimento, correndo o risco de recusar outros.

Policiais bolivianos obrigam jovens a fazer sexo e publicam imagens na web

Três foram presos, mas grupo pode ter até sete participantes.
Crimes aconteciam em parque de La Paz.
Foto: Parque Pura pura

Parque de La Paz onde aconteceram os crimes.

Três policiais bolivianos foram presos sob a acusação de obrigar jovens (homens e mulheres) a ficarem nus e a praticar sexo para gravá-los com celular e publicar as imagens na internet.

Os agentes eram responsáveis pela segurança do parque onde praticavam os crimes fora do horário de serviço. O local, conhecido como "Bosquezinho de Pura Pura", é uma das maiores áreas de lazer de La Paz. As prisões aconteceram nesta sexta-feira (9).

A imprensa local aponta que seriam até sete os suspeitos envolvidos no caso. Os vídeos -alguns dos quais chegaram a ser exibidios na TV- mostram que os policiais obrigavam as moças e rapazes a manterem relações sexuais sob ameaça de levá-los presos. O caso foi tornado público depois que uma vítima identificou os acusados.

Segundo o jornal "La Razón", em um dos vídeos uma vítima recebe a ordem de abaixar as calças, ao que reage com a pergunta "que tipo de pessoas são vocês?". "Não somos pessoas, somos policiais", responde um dos suspeitos.

Citada pelo mesmo diário, a Justiça informa que os acusados se dizem inocentes.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“A BUROCRACIA NA POLÍCIA”

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwy8W5nMdIxVL2GHVfYDUgj2umcotzhEahA4TFY261f4vnkgicQMZnWMsKbxTO5bP3iOUrrY5nk_IcPmbnSsWpxilo79B7oQrgqWLFx8KOepZa9LIjl6D_1e7lozRXr0QfTCUtr1FTttU/s200/SherlockSmall.jpgO excesso de formalidades nas comunicações ou até mesmo a falta delas dentro das corporações militares compomete a eficiência da polícia, um bom exemplo disso é que uma simples assinatura de um delegado que muitas vezes só pensa na “carreira jurídica” e não na eficácia da segurança resolveria horas e horas de angústia de uma vítima.

Quando um cidadão precisa fazer um boletim de ocorrência ele espera em média mais de meia hora para ser atendido em uma delegacia policial, fora que o B.O. não sai no mesmo dia em que foi requisitado, ele ainda tem que passar por diversos processos burocráticos para chegar as mãos do queixoso; o Distrito Federal possue um site onde permite que a vítima faça a ocorrência pela internet, o endereço, www.pcdf.df.gov.br, recebe apenas 22% dos casos aptos à serem resolvidos via web. Apesar da falta de divulgação de um outro meio de se fazer o B.O., a polícia do DF acaba tendo mais tempo para a investigação e os crimes tem uma maior probabilidade de serem resolvidos.

A “briguinha entre polícias” também é um outro fator que prejudica e muito processos como a execução da prisão de um individuo, os PMs não falam com os PCs pois existe um certo egocentrismo de uma instituição sobre a outra já que o policial militar é responsável pela “perseguição” ao criminoso e o civil pela perícia do crime, assim acabam sabendo de um mandato de prisão pelos jornais e não pela comunicação interna, como deveria acontecer, tornando a velocidade da ação criminosa superior e muito a lentidão da burocracia policial. Inúmeros foram os casos em que por falta de comunicação houve uma demora de até semanas para o início da procura ao infrator, o que acaba proporcionando uma maior chance de fuga do mesmo e muitas vezes ele sequer paga pelo crime que cometeu.

Para que além da falta de verba, enorme corrupção e mal treinamento dos policiais outro problema, a burocracia, não continue permanecendo em vigor nas instituições policiais é preciso que haja uma maior facilitação e redução dos trâmites burocráticos, que tanto atrapalham a vida do cidadão, aliado de uma maior comunicação entre as polícias e uma maior divulgação do que já existe para facilitar a vida do queixoso, o que traria um melhor funcionamento da instituição e também já ajudaria na resolução mais rápida de crimes leves, como difamação ou agressão, e até mesmo a resolução de crimes bárbaros, como homicídios e estupros, que não ficariam esquecidos em pilhas de documentos grardadas em gavetas e impunes como acontece hoje na maioria dos casos.

“+ SEGURANÇA É = À BUROCRACIA


ESTE TEXTO PERTENCE A FERNANDO BORGES


Vitória do Rio para sediar Jogos de 2016 desperta onda de humor ácido na internet

Do Cristo Redentor à cantora Vanusa, charges se espalham pela rede com gozações aos adversários e críticas sociais relativas às Olimpíadas
Reprodução/INTERNET

Montagem mostra o presidente do COI, Jacques Rogge, e o lema "Yes We Créu"

A poeira da festa carioca em Copenhague ainda nem tinha baixado quando a internet foi invadida: aros olímpicos em forma de algemas, Cristo Redentor de mãos ao alto, Mussum tripudiando em cima de Obama, a logomarca dos Jogos Olímpicos de Inverno de Garanhuns-2018... na esteira da vitória do Rio, que vai sediar os Jogos de 2016, euforia e ironia crescem na mesma velocidade.

Até o “Extra”, um dos jornais de maior circulação no país, embarcou no bom humor e publicou uma capa na quinta-feira com imagens de fatos violentos recentes na cidade, sob o título “Rio 2009” e nomes de modalidades como “assalto triplo” e “quebra-quebra sincronizado”.

Na internet, uma rápida busca é o suficiente para encontrar dezenas de charges, desenhos e piadas sobre a nova sede olímpica. Na maioria dos casos, o brasileiro segue a linha da capa do “Extra” e usa o bom humor para criticar as mazelas sociais da capital carioca. Mas sobrou espaço também para tirar onda com o maior rival da campanha, a Chicago de Barack Obama.

Clique aqui e confira a galeria com as charges publicadas na internet!

Rodrigo Hasimoto/Divulgação

Mussum virou Barack Obama na internet

O lema “Yes, we créu” ganhou a rede logo após o anúncio do presidente do COI, Jacque Rogge, em Copenhague. No Twitter, só se falava disso. E o brasileiro Rodrigo Hashimoto, sem perder tempo, criou uma ilustração que coloca o trapalhão Mussum na pele do presidente americano.

Na hora de escolher o mascote para os Jogos de 2016, a criatividade atirou para todos os lados. Blanka, personagem brasileiro do jogo Street Fighter, virou figurinha fácil na internet acompanhando o logo da candidatura. Mas o humor ácido também apareceu: uma sorridente bala de revólver com os dizeres “perdida por você” logo apareceu como candidata a mascote.

O Cristo Redentor, que não tem nada com a história, sofreu na mão dos internautas. Apareceu com os braços para o alto, ou levando tiros, ou até atacado por um maremoto. O maior cartão postal do Rio foi acompanhado pela reciclagem de uma antiga piada que traduz os nomes dos bairros cariocas para os turistas: nas placas, Botafogo vira “Set fire”; Santíssimo é “Very Very Holy”; e Jacarepaguá aparece como “Alligator to the Water”.

Reprodução/INTERNET

Nas placas, traduções ao pé da letra para orientar os turistas nas Olimpíadas de 2016

Algumas charges pegaram carona no noticiário. Quando o presidente Lula brincou dizendo que o próximo passo é lutar pela sede das Olimpíadas de Inverno, um gaiato tratou de colocar na rede a logomarca da candidatura Garanhuns 2018, citando a cidade onde Lula cresceu.

No fim das contas, sobrou até para a cantora Vanusa, “cotada” para cantar o Hino Nacional na cerimônia de abertura. A artista virou hit da web no mês passado, quando se enrolou com a letra do hino durante um evento. De Vanusa ao presidente, a internet não poupa ninguém.

"A humanidade é bipolar", diz psiquiatra alemão

Para Wolfgang Sperling, a recessão e a pandemia são só sintomas de uma doença coletiva global

O vírus da gripe suína surgiu num momento auspicioso – para o vírus, é claro. O agente causador da pandemia iniciou seu assalto à humanidade em abril, no México. Seis meses antes, a quebra do banco americano Lehman Brothers aprofundou a maior crise econômica em 80 anos. Se o mundo não estivesse em recessão, talvez o surto de gripe não tivesse virado pandemia, diz o psiquiatra alemão Wolfgang Sperling, na revista Medical Hypothesis. Sperling culpa os novos meios de comunicação. A rapidez com que a imprensa noticiou a falência do Lehman e o surto no México gerou ondas globais de pânico, só comparáveis à alegria gerada pelos primeiros sinais de retomada. Esse fenômeno faz a população oscilar entre a euforia e a depressão. “Se a humanidade fosse um paciente, ela seria bipolar.”

ENTREVISTA - WOLFGANG SPERLING

 Divulgação   QUEM É
Wolfgang Sperling, de 45 anos, é psiquiatra e professor na Clínica Psiquiátrica e de Psicoterapia da Universidade de Erlangen-Nürnberg, em Erlangen, na Alemanha

O QUE FAZ
Sperling pesquisa os efeitos epidemiológicos do alcoolismo e dos distúrbios de comportamento, como a síndrome do pânico, a desordem bipolar e a esquizofrenia

O QUE PUBLICOU
É autor e coautor de 70 artigos em mais de 20 publicações científicas como Alcohol and Alcoholism, Medical Hypothesis e Neuropsychobiology

ÉPOCA – Como o senhor vê a reação global à quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008?
Wolfgang Sperling –
O que houve foi um efeito dominó. A quebra do Lehman Brothers desencadeou uma reação em cadeia global de pânico nos mercados financeiros, levando à quebra de outros bancos, e assim por diante. Tudo se deu muito rápido. Em questão de minutos, a onda de pânico deu a volta ao mundo, atingindo praticamente todas as pessoas com conexão à internet. Quando se analisa aquela reação em cadeia global, percebe-se que as novas mídias tiveram papel crucial na crise. O Lehman Brothers foi apenas a primeira pedra. A culpa da crise é dos meios de comunicação.

ÉPOCA – O senhor diz que a pandemia é uma consequência da crise. Como assim?
Sperling –
Eu enxergo a pandemia como um efeito indireto da crise global. O novo vírus influenza A(H1N1) surgiu no México, em abril. Apesar de não ser mais perigoso que o vírus da gripe comum, o H1N1 deu origem a uma pandemia. O que explica a eclosão da pandemia é a existência de uma conexão entre o surgimento do H1N1 e a crise mundial. Essa conexão são os meios de comunicação.

ÉPOCA – É uma hipótese muito ousada.
Sperling –
Não, não é. Há precedentes. Esta não é a primeira vez que uma pandemia sucede a uma crise econômica. Quem se lembra da síndrome respiratória aguda grave (Sars, de suas iniciais em inglês), uma forma letal de resfriado que matou 800 pessoas na China e no Canadá, em 2003? A Sars foi a primeira pandemia do século XXI. Ela ocorreu após o estouro da bolha da internet, em 2000, e os ataques de 11 de setembro de 2001. Hoje, temos a gripe suína.

ÉPOCA – Mas qual é o papel dos meios de comunicação nessa história?
Sperling –
Eu não conseguia entender como podíamos ter duas pandemias num espaço tão curto de tempo. A resposta veio quando analisei os aspectos econômicos e tecnológicos da questão. No mundo globalizado, as pessoas viajam de um continente para outro em menos de um dia. Elas estão conectadas 24 horas por dia. As condições estavam dadas para que os meios de comunicação pudessem incendiar o planeta com a notícia da quebra do Lehman. Fizeram o mesmo com o H1N1. Não importa o lugar, Alemanha, Brasil ou Fiji, todos sabem o que é a gripe suína. Há cem anos, ninguém saberia.

ÉPOCA – Ainda não está clara qual seria a conexão entre a crise e a pandemia.
Sperling –
A primeira vez que uma crise mundial e uma pandemia ocorreram em sucessão não foi em 2009, com o H1N1, nem em 2003, com a Sars. Foi no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o pior conflito que a humanidade viveu até então. A Grande Guerra foi o primeiro evento global, que conectou todo o planeta. Em 1918, após quatro anos de conflito e 10 milhões de mortos, as pessoas estavam cansadas, famintas, sem esperança. Os milhões de soldados nas trincheiras da Europa tinham vindo de todos os cantos do mundo e não queriam mais lutar. Não viam sentido no conflito. Foi quando eclodiu a Gripe Espanhola de 1918. Ela deu a volta ao mundo em seis semanas, mas a população só soube disso muito depois. A diferença entre 1918 e 2009 é que hoje, graças às telecomunicações, nossa sociedade é transparente. Sabemos o que ocorre do outro lado do mundo em tempo real. A crise bancária foi um produto dessa sociedade transparente.

ÉPOCA – O crash da Bolsa de Nova York, em 1929, não antecedeu a uma pandemia.
Sperling –
É, mas o crash de 1929 talvez tenha sido mais localizado. Não foi uma crise global que contaminou todos os mercados financeiros, pois eles não eram interligados como hoje. Em tempos de globalização, se um banco alemão tem problemas de caixa, isso pode refletir imediatamente em bancos no Brasil. Não foi assim em 1929. Por isso, aquela crise não pode ser comparada à de hoje.

ÉPOCA – Mas recessões e guerras são eventos independentes de uma pandemia.
Sperling –
Não, não são. Graças às telecomunicações, todo o mundo sabe tudo o que acontece o tempo todo. Esse bombardeio de informações cria sentimentos de euforia e de depressão. Na medicina, um paciente que alterna estados de euforia e depressão sofre de síndrome bipolar. Emoções semelhantes estão por trás dos movimentos de alta e baixa do mercado acionário. Não é novidade. Em 1996, Alan Greenspan, o então presidente do Federal Reserve (o banco central americano), alertava para o risco do que chamou de “exuberância irracional dos mercados”. Era o período de euforia da bolha da internet. Quando ela estourou, em 2000, a euforia deu lugar à depressão. É o que vemos hoje. O incrível é que o sentimento de depressão que se alastrou pelo mundo há um ano já está sumindo. As Bolsas voltaram a subir – sem razão aparente alguma. É o mesmo processo. Ninguém pode detê-lo. O mesmo se dá com a pandemia. Não se pode contê-la. Essa é a conexão entre dois eventos muito diferentes, um na esfera econômica, o outro na esfera da saúde. A humanidade sofre de síndrome bipolar global.

"A humanidade começa a manifestar claramente momentos
de alternância emocional entre a euforia e a depressão"

ÉPOCA – Síndrome bipolar global (SBG)?!?
Sperling –
A síndrome bipolar é a alternância brusca entre dois sentimentos muito diferentes que causam ansiedade. De um lado, temos as emoções ligadas ao estado de depressão. De outro, aquelas ligadas ao estado de euforia, o que chamamos de manias. Para mim, a humanidade começa a manifestar claramente momentos de alternância emocional entre a euforia e a depressão.

ÉPOCA – A humanidade está doente?
Sperling –
A psicose bipolar é uma forma de doença psiquiátrica. Se olharmos os acontecimentos dos últimos anos, veremos que a SBG é o fator definidor de tudo o que vem acontecendo no mundo – não só na órbita da economia. Esse fenômeno faz parte das transformações causadas na sociedade pelo advento dos novos meios de comunicação.

ÉPOCA – Quais são os sintomas da SBG?
Sperling –
Os principais sintomas são uma ansiedade incontrolável e a dificuldade de reagir de modo adequado aos problemas. No limite, os sintomas se assemelham aos de um paciente com síndrome do pânico. Quem sofre de pânico escolhe fugir dos problemas, deixar tudo para trás. Jamais enfrenta a situação que causa o pânico para buscar uma solução. Na SBG acontece o mesmo. Quando um banco quebra, todos saem correndo.

ÉPOCA – Então, a SBG seria a conexão entre a crise global e a pandemia?
Sperling –
Sim, mas de forma indireta. O sentimento global de depressão age como um facilitador para o advento da pandemia. Há uma relação clara entre os humores da economia e a saúde pública. Vivemos numa sociedade de consumo, materialista. Todos sabemos como a falta de dinheiro pode fazer mal à saúde. Ela atrapalha nossos relacionamentos, causa tensão, ansiedade e insônia. Está provado que o aumento dos níveis de estresse está relacionado a uma redução na capacidade de defesa do sistema imune. Logo, é razoável supor que uma crise econômica mundial afete o sistema imune de centenas de milhões de pessoas. E é quando a humanidade está com a saúde fragilizada que eclodem as pandemias.

ÉPOCA – Há cura para a SBG?
Sperling –
Precisamos criar alguma forma de terapia global. Por analogia, há vários meios para tratar um paciente com pânico. Usam-se remédios com a função de acalmá-lo. Não por acaso, acalmar os mercados é a prescrição usada pelas autoridades para deter o efeito manada nos momentos de pânico. O mesmo se aplica aos meios de comunicação. Acalmar a mídia significa dizer: “Não reajam tão rápido, alardeando o mundo de que há uma nova crise. Esperem!”.

ÉPOCA – Isso é censura.
Sperling –
Se quisermos interromper esse comportamento irracional coletivo, será preciso agir com despotismo. Esse é o problema que devemos enfrentar.

Dores e problemas causados pelo salto alto não assustam adolescentes em SP

Pesquisa da USP mostra prejuízos causados pelos sapatos nas jovens.
Maior altura e elegância valem enfrentar a dor para as meninas
Foto: Daigo Oliva/G1

Mesmo com 1,70 metro de altura, a estudante Isadora não abre mão dos saltos de 10 centímetros

A estudante Isadora Cristina dos Santos, de 16 anos, já sentiu dores nos pés após muito tempo usando salto alto, mas só abre mão de ganhar até 10 centímetros de altura quando vai para a escola – onde o calçado é proibido. A rotina dela é semelhante à de muitas outras adolescentes que já expressam desde cedo a paixão pelos sapatos de salto. E essas jovens não se assustam com resultados como o de uma pesquisa publicada recentemente na Universidade de São Paulo (USP), que aponta de maneira concreta os prejuízos causados na postura e no modo de andar das meninas.

“As crianças e adolescentes estão usando salto cada vez mais cedo. Nas clínicas de fisioterapia, há muitas meninas com problemas de postura e dores na coluna e nos pés. E esses problemas vão ficar com elas para sempre. Qualquer tipo de alteração nesta fase é o que ela vai levar para a vida adulta”, explica a fisioterapeuta Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, que estudou o assunto em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Medicina da USP.

Os resultados apontam que o uso constante do salto pode causar aumento da lordose lombar – uma curva acentuada na base da coluna – e também a anteversão da pelve – o chamado “bumbum empinado”. Além disso, foi constatada a aproximação dos joelhos das meninas, deixando as pernas em formado de X. “Isso gera um desequilíbrio muscular muito grande. Alguns músculos ficam mais fracos, outros mais encurtados, ao longo do tempo isso gera dores, sobrecarga muscular. Se elas não mudarem esse hábito, podem ter até mesmo artrose precocemente”, explicou a fisioterapeuta.

A vaidade, entretanto, supera o medo. Aspirante a modelo, Isadora -que começou recentemente a fazer um curso para a profissão- usa saltos desde os 11 anos. “Eu acho bonito, acho que a gente fica mais mulher. Minha mãe e minhas irmãs mais velhas também sempre usaram, e eu peguei delas a mania”, conta a jovem, que está longe de ser baixa – tem 1,70 metro de altura.

“Às vezes, sinto dor no pé e no pescoço quando fico muito de salto, vou para a balada. Sei que é verdade, que pode causar problemas. Tenho medo de ter alguma coisa, mas não deixo de usar. Às vezes, uso uma rasteirinha para variar um pouco. Mas adoro um salto”, explica a adolescente.

Baixinha com mania de ser alta

Com apenas 13 anos, Débora Martins Lopes também faz parte do time que está acostumada com os saltos desde pequena. A menina, que tem 1,44 metro de altura, tem como inspiração a mãe, que só anda de salto. “Baixinha tem mania de ser alta. Eu adoro salto alto, a gente se sente mais confiante. Tem uma hora que cansa, mas de noite só saio de salto”, conta a adolescente, que diz ter cerca de 12 pares do tipo.

Assim como Isadora, ela só não usa salto na escola porque é proibido, e ouve da avó reclamações sobre a altura dos sapatos. “Ela fala bastante, diz que eu vou ter problema por causa de salto. Eu tenho medo, mas é difícil parar de usar, prefiro ficar mais alta.”

Foto: Daigo Oliva/G1

Isadora conta ter medo de ter problemas, mas continua a usar as sandálias altas em suas saídas

A menina conta que se usa os sapatos altos durante muito tempo sente dores no peito do pé, mas não pensa em deixá-los de lado. “Minha mãe também sabe que vai dar dor, mas continua usando Posso tentar usar menos, mas nunca deixar de usar.”

Reclamações

Marcela Pereira Mendonça, de 16 anos, está acostumada com as reclamações por causa do salto. “Já ouvi ‘Se você quebrar o pé, não vou levar para o hospital’ do meu pai, quando saio de salto muito alto. Quanto mais alto ele é, mais dor eu sinto, mas eu acho bonito, elegante. A beleza vale a dor”, conta. A menina machucou o tornozelo há um ano jogando vôlei, mas abrir mão do salto para sair de casa está fora de cogitação.

“Eu tenho medo por causa do tornozelo, mas muito raramente eu uso uma sapatilha, só quando estou com muita dor, de dia. Para mim, salto é fundamental. Não vou deixar de sair com eles à noite por causa da dor. É um risco que vale enfrentar”, conta a adolescente, que tem 1,60 metro de altura e 17 sapatos de salto no armário.

Método

Patrícia avaliou 50 meninas entre 13 e 20 anos que usavam o salto pelo menos três vezes por semana, por quatro horas consecutivas, em pé. Sua postura e o modo de andar foram comparados com os de 50 jovens consideradas não-usuárias – que usavam o salto apenas esporadicamente, por exemplo. Com o salto, há um desequilíbrio das forças musculares ao caminhar. “Encontramos meninas já com muitas dores na coluna, nos joelhos, algumas até com limitações do movimento da pelve.”

Apesar de o estudo ter sido feito com o salto anabela, a pesquisadora diz que tudo indica que os prejuízos são ainda maiores com saltos finos. “É preciso mudar essa mentalidade. É possível estar elegante sem o salto, que prejudica tanto. As adolescentes têm que pensar que nessa idade é mais fácil de corrigir, elas ainda estão em desenvolvimento. O ideal é controlar o uso para evitar problemas na vida adulta.”



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chega de pensamento positivo

Pesquisadores canadenses demonstram que ele até dá resultado. Só há um problema: é o resultado oposto
ilustração sobre foto

Esta é a melhor reportagem de toda esta revista. Não, ainda não é o suficiente: esta é a melhor reportagem que você já leu em sua vida.

Eu não sei que efeito essas frases tiveram sobre você, mas para mim o resultado de dizê-las em voz alta foi tornar a tarefa de escrever esta reportagem mais difícil, e não mais fácil. Deve ser isso que três pesquisadores canadenses queriam dizer com um estudo publicado recentemente no jornal Psychological Science.

Eles resolveram testar a extraordinária tese de que o pensamento positivo faz as pessoas se sentirem melhor – e elas acabam por produzir mais, conquistar seus objetivos, viver melhor. Não há dúvida de que o pensamento positivo deu certo para o pastor americano Norman Vincent Peale. Em 1952, ele escreveu O poder do pensamento positivo e praticamente inaugurou um veio bilionário da psicologia e do mercado de autoajuda.

E agora a pesquisa canadense, feita com jovens universitários, comprovou que, sim, tecer elogios a si próprio dá resultado. Infelizmente, não é o resultado esperado. As palavras doces (“eu sou uma pessoa adorável”) ditas em voz alta até beneficiaram, modestamente, quem já apresentava autoestima elevada. Mas pioraram bastante a autoimagem de quem mais precisava de uma forcinha. Quem tinha autoestima reduzida – medida por um questionário-padrão desenvolvido nos anos 60 – saiu pior ainda da experiência. “Não é que o pensamento positivo baixe a autoestima em geral, mas ele pode prejudicar alguns indivíduos – de cara, aqueles que já têm baixa autoestima”, disse a ÉPOCA uma das autoras do estudo, Elaine Perunovic, ph.D. em psicologia e professora na Universidade de New Brunswick.

Uma das explicações dos autores é que, quando ouvimos afirmações radicalmente opostas àquelas em que acreditamos, nós não apenas nos mostramos céticos, como tendemos a aderir com ainda mais força nossa posição original. Um socialista moderado, ao ouvir um amigo tecer loas ao liberalismo, tende a se sentir mais socialista. Um corintiano bissexto, rodeado por palmeirenses numa roda de bar, tende a demonstrar uma paixão inaudita por seu time. E, na opinião dos pesquisadores, uma pessoa que não se considera lá essas coisas, ao ouvir de si própria que é genial, ou linda, ou adorável, tende a achar-se mais desprezível que antes.

“A baixa autoestima é um problema crescente hoje”, diz a psicóloga Cecília Vilhena, professora da PUC de São Paulo. “Mas esse estudo evidencia a inexistência de soluções mágicas e as limitações da autoajuda.” Os especialistas do pensamento positivo, como era de esperar, discordam. “Se eu falo que estou feliz, mas minha voz mostra desânimo, os fatores não verbais não conbinam. Há uma incongruência aí”, diz o psicólogo Alexandre Bortoletto, especialista em neurolinguística, uma técnica que promete “reprogramar” o cérebro do indivíduo (e que usa, como uma de suas bases, o pensamento positivo). “Só pensar não resolve. Não é como disseminou por aí O segredo, que é só pensar e o dinheiro cai do espaço”, afirma Bortoletto, criticando outra linhagem de defensores do autoelogio.

Elogiar-se piorou a autoestima justamente
de quem já não tinha boa imagem de si mesmo

O segredo é um documentário-livro-audiolivro (gravado no Brasil na popularíssima voz da apresentadora de TV Ana Maria Braga) de 2006. Ele tenta fundamentar cientificamente o poder do pensamento positivo. Para os que acreditam em O segredo, esse poder se basearia numa suposta “Lei da Atração”. Por essa lei, pensar num acontecimento contribuiria para sua ocorrência.

É mais ou menos o que faziam 52% dos 249 participantes da primeira fase do estudo canadense. Eles disseram que recorrem ao pensamento positivo com alta frequência (em fórmulas do tipo “eu vou vencer!”), principalmente antes de provas ou apresentações.

Um dos maiores problemas da doutrina do pensamento positivo é que ela propõe agir sobre os efeitos, não sobre as causas.É certo que pessoas com baixa autoestima produzem menos do que são capazes, e estimulá-las é um dos caminhos para que melhorem. Mas o estímulo tem de vir acompanhado de treinamento.

Há uma razão evolucionista para a autoestima, alta ou baixa. Entre galinhas, por exemplo, é comum haver brigas para determinar a hierarquia do grupo. Mas, uma vez estabelecida a posição de cada indivíduo, as brigas rareiam. As galinhas com “baixa autoestima” deixam de levar bicadas desnecessárias das galinhas mais fortes justamente porque encontram sua posição. O grupo inteiro economiza energia. De forma similar, não é bom quando um motorista é confiante o suficiente para rodar a 300 quilômetros por hora no meio da cidade. O melhor é que sua confiança seja construída aos poucos, em pistas preparadas para isso, e ele acabe pilotando um carro de Fórmula 1.

O ideal, portanto, é que tenhamos uma autoestima condizente com nossas capacidades. Ou um pouco acima, para nos incentivar a progredir. “Mas, no mundo de hoje, padrões inatingíveis de estética e sucesso podem levar a pessoa média a desenvolver uma noção de fracasso”, diz a psicóloga Cecília Vilhena. Mais gente com baixa autoestima significa mais gente propensa a tentar o pensamento positivo. Mas lembre-se: não vai dar certo.

Que tal fazer sanduíches naturais e divertidos com as crianças?

Veja nossas sugestões e transforme esse momento em diversão

André Spinola e Castro

É claro que você sempre pode variar na hora de preparar um lanche para o seu filho. Mas com essas ideias aqui você vai fazer desse momento uma diversão inesquecível. E, quem sabe, introduzir novos sabores!

Com as nossas dicas você pode fazer um ratinho de comer, peixinho colorido, boneca de saladinha, flores de primavera e até a Zazá, do Cocoricó.


Ratinhos de comer

Corte uma bisnaguinha ao meio e recheie com requeijão e presunto magro. Para decorar, faça as orelhas e o focinho com azeitonas cortadas e os olhinhos com algum molho escuro, como o tipo barbecue. Os bigodes podem ser ervas que você tem em casa!

André Spinola e Castro

Peixinho colorido

Misture pão preto ou integral com pão de fôrma branco para dar mais cor ao peixinho que você irá recortar.

Apronte um patê com 1 lata de atum (conservado em água), 1 pote de iogurte natural de consistência firme, 1 pepino e 1 cenoura ralada, além de 1 colher (sopa) de mostarda e 3 colheres (sopa) de shoyu. Misture tudo e, se quiser, acrescente sasinha desidratada e sal. Deixe por 1 hora na geladeira para ganhar consistência.

Para decorar, os olhos são de ovos de codorna e as bolinhas e contorno de mostarda e catchup.

André Spinola e Castro

Zazá do Cocoricó

Primeiro prepare um patê de frango com maionese. Cozinhe 1 peito de frango sem pele por 15 minutos com sal a gosto e desfie-o bem miudinho. Rale 1 cenoura grande e misture tudo a 200 g de maionese com 1 colher (sopa) de salsinha desidratada e 1 colher (sopa) de mostarda.

Para fazer a carinha da Zazá, faça uma pasta de maionese com anilina comestível de cor rosa e passe sobre o pão. O bico amarelo é feito com mostarda. a crista, com cenoura, o lacinho e os óculos, com queijo. Os olhinhos ganham forma e cor com ovos cozidos e azeitonas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Barbie negra chega ao Brasil em maio

Primeira boneca com traços negros terá lábios e nariz mais grossos, além de bochechas mais pronunciadas

 Divulgação Divulgação
Trichelle and Janessa chegam com expectativa de vendas altas

No ano em que comemora seu aniversário de 50 anos, a Barbie ganha finalmente uma versão com traços negros. Até agora, as bonecas negras comercializadas pela Mattel, fabricante do brinquedo, desde 1980, eram apenas uma versão pintada do modelo da clássica loira. Agora, a boneca ganhará feições realmente negras, com lábios mais cheios, nariz mais grosso e bochechas mais pronunciadas.

>>> Veja também: Fotos nuas de Kate Moss e Marilyn Monroe vão a leilão

A designer responsável pela boneca, Stacey McBride-Irby, que é negra, disse que ela queria criar uma linha para inspirar sua filha de seis anos e milhões de outras crianças afro-descendentes. “Eu quero que elas se vejam nas bonecas e que saibam que ser negra é bonito”, disse ela ao jornal britânico Daily Mail.

As bonecas criadas, Grace, Kara e Trichelle, têm cada uma um estilo diferente e inspiram suas irmãs menores: Courtney, Janessa e Kianna. As Barbies terão como motivação temas de formação acadêmica e carreira, fugindo do estereotipo do hip hop e dos esportes.

 Divulgação
Coleção desenhada por Stacey McBride-Irby (ao fundo)

A coleção de bonecas virá nas cores marrom claro, chocolate e caramelo e chegará ao Brasil em maio do ano que vem. No exterior, o brinquedo chegará a tempo do Natal.

A Mattel não se arrisca em divulgar expectativas de venda, mas diz que a boneca está tendo uma boa recepção entre garotas de todas as idades e cores.

A empresa já prevê a expansão da linha em 2010, com as novas bonecas Chandra e sua irmã menor, Zahara, além de Darren, jovem negro que também terá um irmão mais novo.

Prepare seus cabelos tingidos para o verão

Você já está pensando no verão? Quando o assunto é beleza, Marie Claire sai na frente! Por isso perguntamos para o colorista Juha Antero, do MG Hair Design, quais são os cuidados preciosos que se deve ter na hora de proteger o cabelo tingido dos raios solares mais intensos e da combinação piscina, mar e vento. Leia e prepare-se:

Editora Globo
Os tons de loiro mais desejados da temporada são os de Kate Moss, Sienna Miller e Blake Lively

Quais danos os cabelos tingidos podem sofrer no verão?
Os cabelos loiros ficam esverdeados por causa do cloro da piscina, ficam ressecados, por conta do sol e da água do mar e também podem ficar mais claros por conta da exposição solar - isso, na verdade, pode ser uma coisa positiva, mas depende muito do tom de loiro (os loiros mais escuros normalmente ficam com um efeito de mechas mais bonito e natural). Já os cabelos ruivos ganham um tom amarronzado, culpa do cloro, e também ficam desidratados. E os cabelos castanhos desbotam, ficam sem brilho, foscos, e também sofrem com o ressecamento provocado pelo sal da água do mar e pela exposição ao sol.

E que tendências em tintura estarão mais fortes?
Infelizmente o ruivo não é uma tendência. Não é uma cor que eu recomendo para o verão, porque é muito ingrato o desbotamento do tom ruivo - desbota muito rápido. Então, se você vai ao sol, praia, piscina, o tom do cabelo não vai ficar bonito. Por isso indico ficar loira ou morena. Os dois tons de loiro que estão em alta são o loiro da Kate Moss (foto acima), que está bem loira, ou o loiro um pouco mais suave, com raiz um pouco escura e ponta dos cabelos mais claras – o chamado “loiro sueco”. Para as morenas, os tons são mais naturais, não se trata de uma morena monocromática, já que ela tem luzes num tom mais claro, tipo castanho claro ou mel. Os tons vermelhos/ruivos são melhores no inverno, porque está tudo cinza e é preciso mesmo um pouco de cor”.

 Reprodução
O tom ruivo de Julia Petit é mais adequado para o inverno, já o castanho de Ana Claudia Michels requer cuidados para não desbotar no verão

Quais seriam os cuidados básicos para os cabelos tingidos?
Evitar o contato com o sol e manter o cabelo hidratado, sem ressecamento. A dica é usar uma máscara hidratante, com ingredientes ativos, como óleo de abacate e/ou manteiga de karité. Várias marcas também lançam linhas pós-solares, que normalmente incluem uma máscara hidratante, que costuma ser bem oleosa, para tirar o ressecado dos cabelos.

Quais produtos você indica para proteger os fios?
Nós trabalhamos muito com os produtos da Avon e também com os da L’Óreal/Kérastase, pois tem clientes que às vezes se dão melhor com um e outras que se dão melhor com outro. Essas duas marcas tem dado um resultado maior, um retorno melhor por parte das clientes. Cada um se adapta mais com um produto.

Tomar muito sol desbota o cabelo. Lenda ou verdade?
Desbota mesmo, é verdade. Não é lenda. Inclusive, o sol desbota tudo, queima tudo. Se você pensar, nós ficamos no sol e isso ativa a melanina da pele, ou seja, nós ficamos bronzeados, e como o cabelo não tem melanina, não tem nada que ative a cor, ele vai queimando, clareando.

Quanto tempo antes de viajar a mulher deve tingir os cabelos e retocar raiz?
Normalmente se retoca mês a mês. Se vai viajar por duas semanas, tinge uma semana antes de viajar. Se vai ficar um mês viajando, tinge um pouquinho antes de ir. Normalmente falo para as clientes tingirem de uma a duas semanas antes de viajar, para saírem lindas nas fotos, mas tudo depende do destino também. Se o destino é Nordeste, ou Fernando de Noronha, por exemplo, uma praia mais deserta, se ela sabe que vai ficar um mês lá, torrando o cabelo no sol - e se não tem fio branco - digo para deixar para tingir e retocar depois, quando voltar de viagem. E também tem o fato de que, por ser um período de festas, a maioria das mulheres retoca para estar bonita já no Natal e depois já ficar com os cabelos tingidos para a praia. Deve-se levar sempre em consideração a idade da pessoa e o destino para onde vai viajar para poder definir quanto tempo antes ela vai precisar tingir o cabelo.

Quais são os tratamentos para antes e depois da exposição ao sol?
Não é prático levar muitos produtos para a praia e tentar fazer tudo lá. Nessas horas, se puder simplificar é melhor. Leve na mala xampu, condicionador, um bom protetor solar, leave in e máscara. Antes de ir à praia eu recomendo o uso de um protetor solar para os cabelos - passar da mesma forma que se usa na pele, antes de ir para o sol; levar para a praia e reaplicar de duas em duas horas, sempre que entrar no mar e na piscina, cobrindo o cabelo depois. Após sair do sol, principalmente depois do banho de mar e de piscina, o cabelo fica sujo e é bom a pessoa hidratar. Se não for sair à noite, recomendo não passar nada no cabelo (como leave in ou produtos de styling – tipo gel, spray, pomada).

E os cuidados para sair à noite?
Se vai sair à noite e tem cabelo comprido, recomendo que passe um pouco de leave in e faça umas tranças soltas no cabelo, larguinhas mesmo, deixe umas horinhas e solte gentilmente com os dedos. Depois pode ir para a balada ou para o restaurante, o efeito é de um cabelo meio de surfista, ondulado, com jeito de praia, totalmente verão. Deve-se evitar o secador e os produtos de styling para o cabelo poder respirar, descansar um pouquinho e aguentar as agressões solares novamente no dia seguinte. Levar secador e fazer escova não é nada bom porque a umidade friza tudo de novo. A única coisa que segura sua escova é fazer escova progressiva para viajar, porque o cabelo fica muito mais fácil de arrumar na praia.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

China planeja museu drive-in

Projeto de estúdio de design imagina museu para entrar com o carro
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Museu Drive-In desenvolvido por estúdio na China

Um estúdio de design italiano projetou um museu para automóveis que não pensa nos veículos apenas como as peças de exibição. A intenção do local é ser um espaço aberto para os carros, a fim de que os visitantes possam entrar lo local e observar as obras de dentro de seus automóveis.

O espaço é planejado para funcionar em rampas, com um andar reservado para cada uma delas. Nas primeiras, o visitante pode observar tudo de dentro de seu carro, enquanto nas demais, ele pode estacionar seu veículo e conhecer o restante a pé, segundo o autor da idéia, Francesco Gatti.

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O projeto foi apresentado como parte de um concurso para criar um novo museu do automóvel para a China, com a intenção de reavaliar a relação entre carro e museu. O grupo de invesitmentos Jiangsu Head Investiment poderá concretizar a idéia em breve.

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